segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Cansada de lavar a louça, mãe quebra tudo e deixa um prato pra cada filho

Sabe aquele momento em que o pessoal usa todos os pratos da casa, mas ninguém lava a louça suja? Cansada de toda essa bagunça, mãe deu o seu próprio jeito.

Experimente perguntar para um grupo de pessoas: “Quem aqui gosta de lavar louça?”. É quase unanimidade a resposta negativa. Pior ainda quando se trata de um “grupo familiar”, onde acaba sempre sobrando para alguém da casa.

Cansada de ter que ficar lavando louça suja todos os dias, Dona Tânia, a mãe, agora famosa nas redes sociais, quebrou tudo e deixou apenas um prato, um copo e um talher para cada um dos três filhos.

gente minha mãe quebrou todos os pratos e copos da casa pq ninguém lavava a louça e deixou um pra cada um ainda escreveu meu nome errado – contou Christopher (um dos filhos) em seu perfil no Twitter.

"O relato, publicado na última terça-feira, já foi retuitado mais de 3 mil vezes até a noite desta sexta "

Carrilho: “A Bárbara bebia uma garrafa inteira”


Manuel Maria Carrilho faz duras acusações a Bárbara Guimarães.

Ex-ministro da Cultura pede para falar no caso de violência doméstica e faz duras acusações a Bárbara Guimarães. "Problemas graves de alcoolismo" foram descritos em tribunal. VIDEOManuel Maria Carrilho garante que está "absolutamente inocente" Antigo ministro faz duras acusações a Bárbara Guimarães. Esta manhã, Manuel Maria Carrilho pediu para ser ouvido, a meio do caso de violência doméstica, para garantir que está "absolutamente inocente" das acusações de Bárbara Guimarães. "Estou há 40 meses a ser julgado fora desta sala. Nunca agredi física ou psicologicamente a minha ex-mulher e os meus filhos. Fui alvejado pelas costas", disse perante a juíza o ex-ministro da Cultura. Assim que soube que o ex-marido tinha pedido para interromper o julgamento e depor, Bárbara Guimarães quis abandonar a sala, pedindo à juíza para não ouvir o depoimento, o que lhe foi concedido. Durante a manhã, Carrilho foi ouvido, num longo relato em que se emocionou por várias vezes. "O que a Bárbara fez não tem perdão. Sou vítima de uma acusação de violência doméstica pela mulher que sempre amparei". O ex-ministro da Cultura garantiu ainda que Bárbara tem problemas de "alcoolismo crescente". "Eu só bebia por amor à Bárbara e para diminuir a dose dela. Porque ela bebia uma garrafa inteira". Ao longo de toda a manhã, Carrilho falou sobre os anos de casamento e recordou vários episódios vividos ao lado da apresentadora da SIC, nomeadamente relacionados com excesso de álcool. "A cozinha é a divisão central da Bárbara… Era vinho branco geladinho e a telefonar. Como dizia a Carlota [filha mais nova] no outro dia. ‘A mãe está sempre ao telefone. A rir e a chorar. No último ano e meio era ritual ir às três da manhã buscar a Bárbara à sala para ir para a cama. Estava sempre pouco consciente Depois tinha de limpar a estrumeira da sala para os meus filhos não verem. Eu não inventei nada quando falei sobre alcoolismo. Era impossível inventar’".






Mostra bebé morta após aborto para criticar Trump

Norte-americana partilhou história trágica com fotografias da filha, Omara. 



Lindsey Paradiso, de 28 anos, optou por fazer um aborto perto do final da gestação da filha, Omara, uma vez que a bebé tinha um tumor que a deixava com 99% de hipóteses de morrer no útero. A norte-americana resolveu partilhar a história nas redes sociais e aproveitou para criticar a posição de Donald Trump, que durante a campanha para as presidenciais, e também após tomar posse como Presidente, defendeu que o aborto em final de gestação deveria ser proibido. A jovem e o marido, Matt, ficaram radiantes quando descobriram que iam ser pais pela primeira vez. No entanto, algum tempo depois numa ecografia, foi detetado um tumor no pescoço da bebé, Omara, que abalou a esperança dos jovens. Os médicos explicaram que o tumor poderia pôr em causa a saúde da mãe e da bebé, mas o casal resolveu esperar. O tumor parecia não se desenvolver mas, às 20 semanas de gestação, triplicou de tamanho e estava a ganhar metástases por todo o corpo da menina. Destroçados, Lindsey e Matt foram informados que que havia apenas 1% de hipóteses e Omara sobreviver a toda a gravidez e que era muito provável que morresse assim que nascesse, uma vez que o tumor lhe estava a bloquear as vias respiratórias. Lindsey acabou por abortar às 23 semanas de gravidez, porque corria risco de ficar infértil. Nas redes sociais, descreveu o "horrível processo", que demorou mais de 40 horas e explicou que quis ter a filha nos braços antes dedo funeral. A norte-americana e o marido ainda tiraram algumas fotografias com o corpo da menina ao colo. Ao ouvir os comentários de Donald Trump, que afirmou que os médicos "arrancam o bebé do ventre da mãe dias antes do parto" ao descrever um aborto em final de tempo de gestação, Lindsey resolveu partilhar a sua história. "É errado e brutal descrever o que eu passei assim. Não posso deixar que a idiotice dele passe em branco e os comentários dele afetem pessoas que passaram pelo mesmo que eu. Isto. Isto é o final de uma gravidez desejada. Isto é um aborto em final de gestação. Não foi um desejo, não foi uma solução ou escapatória, não foi um método anticoncecional. Foi um coração destruído. O governo não tem nada com este assunto.", escreve Lindsey, numa publicação que entretanto se tornou viral, em que mostra algumas das fotografias que tirou com a filha, após o aborto, ao colo.


domingo, 5 de fevereiro de 2017

Não é politicamente incorrecto, é estúpido

Dizer “puta”, “rameira”, “vulgar”, “oferecida”, “mal-fodida”, “maricas”, “paneleiro”, “rabeta”, “indefinido/a”, “dar para os dois lados” é sempre insultuoso. Não é engraçado nem são só gracejos; é, única e exclusivamente, politicamente estúpido

Na rua, nos cafés, nos jornais, nas televisões ou nas redes sociais, multiplicam-se insultos e ofensas de forma aberta e orgulhosamente assumidos. Dos mais abertamente repudiados aos tido como mais inocentes, sucedem-se as afirmações bacocas de que tais termos insultuosos e ofensivos são proferidos à luz de um auto-assumido direito ao politicamente incorrecto. Lá nisso têm razão: são incorrectos; mas devem ser denominados pelo que verdadeiramente são: politicamente estúpidos.

Gostava de poder referir um episódio, um daqueles momentos inspiradores, tipo epifania, que fosse suficientemente clarividente sobre uma qualquer descoberta ou percepção da importância do politicamente correcto (PC). Não foi assim. Julgo que raramente o será. O PC surge sempre através de confrontação, de um choque interno, que nos põe em rota de colisão interna com estereótipos e preconceitos que resultam de um perpetuar normativo derivado da imposição de valores e conceitos das forças predominantes na sociedade. E sim, o facto é que, espanto, a maioria avassaladora das sociedades é heteronormativa e patriarcal. A portuguesa e as restantes sociedades europeias são, também, predominantemente brancas e classistas. É assim há mais de 2000 anos no velho continente e não, não mudou assim tão profundamente ainda hoje.

Da mesma forma que as sociedades sofrem transformações, fruto do confronto ou do compromisso entre diferentes realidades, evolui também a língua. Querer uma língua estanque, presa a valores e conceitos que sofrem eles próprios transformações pela natural procura de adequação à realidade quotidiana, é tão bacoco quanto pretender que a sociedade permaneça permanentemente assente nas mesmas dinâmicas relacionais, quando elas naturalmente se alteram. Os exemplos multiplicam-se e são fáceis de compreender se se fizer um esforço simples de olhar em retrospetiva para a forma como as palavras sempre foram instrumentos utilizados em prol da manutenção de estigmas sociais e a separação absoluta entre os que detinham o poder para discriminar aqueles que não o possuíam. A segregação racial oferece, historicamente, o exemplo recente mais elucidativo da força vocabular da discriminação: “pretos”, “escarumba”, “escurinhos”, “de cor”, “macacos”, entre tantos outros termos, foram – e são – sempre utilizados como forma de assegurar a diferenciação entre dominantes e dominados, na lógica de impedir a alteração desse "status quo".

Quando se observa a contestação actual ao vocabulário vulgarmente utilizado nas referências a pessoas do sexo feminino ou a pessoas LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgéneros e Intersexuais), não raras vezes se fazem ouvir as vozes que contestam, normalmente de forma inconsistente e indistinta, o denominado politicamente correcto. No topo da cadeia social de onde escrevo — homem, branco, heterossexual e de classe média —, discriminação foi coisa que nunca senti. Entendo-a, mas como factor externo, identifico-a nas suas formas, mas sempre como algo imposto a outrem; e sei que para compreender as suas totais implicações, faço-o com recurso à tentativa de vestir uma pele que nunca será a minha. O que também me parece evidente é que, actualmente, a negação da sua existência física e linguística, é tão absurda quanto hoje nos é claro que absurda também foi no passado. Sim, “puta”, “rameira”, “vulgar”, “oferecida”, “mal-fodida”, “maricas”, “paneleiro”, “rabeta”, “indefinido/a”, “dar para os dois lados” ou, mais simplesmente, a total, consciente e voluntária ausência de procura do conhecimento é sempre insultuoso. Sempre. Não diminui, discrimina ou ofende só às vezes. Quem com estes termos é discriminado e diminuído na sua essência, no seu direito natural à existência e à igualdade, é-o sempre que estes ou outros termos são utilizados. E este repúdio assumido, a recusa activa de modificação de comportamentos e linguagem não é, nem nunca será, a defesa de qualquer tradição, cultura, idiossincrasia ou língua. Não é a última barreira de defesa contra os e as maluquinhos e maluquinhas do politicamente correcto. É aquilo que sempre foi – errado. Errado na sua essência moral, na sua consciência social, na sua afirmação política e na perpetuação de uma desigualdade que o é por construção e imposição heteronormativa. Não é engraçado nem são só gracejos; que o percebam aqueles que a eles recorrem. É, por oposição ao politicamente correcto, percebam-no, única e exclusivamente, politicamente estúpido (PE).

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Tensão entre EUA e Austrália após telefonema de Trump


Ao longo de mais de 70 anos, a Austrália e os Estados Unidos têm sido aliados inseparáveis.

Os laços militares, de segurança e de cultura, combinados com milhões de dólares em investimentos e comércio, construíram o que o ex-presidente dos EUA, Obama, descreveu como uma “grande aliança”.

No entanto, alguns especialistas dizem que as consequências da ascensão do presidente dos EUA, Donald Trump, que teve um telefonema acalorado com o primeiro-ministro australiano Malcolm Turnbull no fim de semana, poderão criar uma fratura entre os dois países.
“Acho que haverá consequências a longo prazo“, disse à CNN John Warhurst, professor da Australian National University School of Politics. “É bem possível que a relação entre os EUA de Trump e o resto do mundo seja profundamente alterada nos próximos anos“.

“Acreditam nisto? A Administração Obama concordou receber milhares de imigrantes ilegais da Austrália. Porquê? Vou analisar este acordo idiota”, escreveu Trump.

O Presidente norte-americano e o líder australiano discutiram sobre o acordo entre os EUA e a Austrália para relocalizar refugiados, agitando as relações diplomáticas dos Estados Unidos com um dos seus parceiros mais estáveis.

Num telefonema no sábado, Trump e Turnbull discutiram sobre um compromisso estabelecido com a administração de Obama, para que os Estados Unidos acolhessem 1.250 refugiados dos centros de acolhimento da Austrália.

“Espero que amigos de ambos os lados possam limitar os danos que o Sr. Trump fez hoje … É um começo muito preocupante para a gestão do Sr. Trump da aliança da Austrália“, disse à CNN o diretor executivo do Lowy Institute de Sydney, Michael Fullilove.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

ILUSÃO

ILUSÃO

Alguém procuro
no horizonte escuro,
que me deseje e me compreenda,
sem querer dar emenda

Áquilo que o meu corpo herdou
e me ame como sou,
tolerando os meus defeitos
amandado as minhas virtudes.

Alguém procuro que alimente
minha paixão pela vida
minha alma de poeta, ardente,
em doces lamentos perdida ...

Alguém procuro que me ajude
a entender meu sentimento,
boémio e ardente e confuso,
a tudo igual, a tudo diferente.

Alguém procuro que sinta
a beleza de amar e viver
as coisas boas e más da vida
em desafios que agrada ter.

Alguém procuro, até que encontre,
para viver paixão constante,
intensa, unica e verdadeira
como naquela vez primeira.

S.L

Norte-americana de 8 anos morta no Iémen em primeiro ataque de Trump

Nawar al-Awlaki terá sido fatalmente atingida durante uma operação norte-americana contra a al-Qaeda, no Iémen, que, no sábado, matou pelo menos 14 pessoas, segundo o Comando Central dos EUA. O irmão morreu em 2011, num ataque aprovado por Obama.

O ataque, o primeiro a ser aprovado pelo novo presidente dos EUA, levado a cabo pelo Comando de Operações Especiais Conjuntas, poderá ter tirado a vida à menina de oito anos com cidadania norte-americana, disse o Exército dos EUA ao "The Guardian".

O objetivo da operação, esclareceu o coronel John Thomas, porta-voz do Comando Central dos Estados Unidos, era recolher informações sobre operações suspeitas do grupo terrorista al-Qaeda na Península Arábica.

O Comando de Operações está a ser agora sujeito a inquérito preliminar para determinar se as alegações das mortes de civis são ou não suficientemente credíveis para darem origem a uma investigação completa, avança o jornal britânico.

Nawar al-Awlaki era filha do cidadão norte-americano Anwar al-Awlaki, radical islâmico com lugar na lista negra da CIA, que morreu num ataque norte-americano no Iémen, a 30 de setembro de 2011.

Um irmão de Nawar e filho de Anwar, Abdulrahman al-Awlaki, foi morto num outro ataque, duas semanas depois.

"Temos de matar as famílias deles. Quando apanhamos estes terroristas, temos de apanhar as famílias também"
Recorde-se que, durante a pré-campanha, Trump disse que era preciso matar os familiares dos suspeitos de terrorismo: "Temos de matar as famílias deles. Quando apanhamos estes terroristas, temos de apanhar as famílias também", disse à Fox News, em dezembro de 2015.

O coronel John Thomas nega que as forças militares dos EUA conhecessem Nawar al-Awlaki antes de avançarem com a operação e, quando questionado sobre a possibilidade de as forças especiais terem identificado o corpo da criança no local, respondeu: "Que saibamos, não."

Em entrevista ao "The Guardian", o avô da menina, Nasser al-Awlaki, disse não acreditar que o objetivo dos EUA fosse matar a sua neta, que estava em casa com a mãe, quando foi baleada no pescoço, tendo morrido duas horas depois.

"Não acho que este incidente tenha sido intencional", disse Nasser, residente no Iémen, por chamada telefónica.

O ataque começou a ser planeado "há alguns meses" - ainda no mandato de Barack Obama - mas não tinha sido aprovado.

O porta-voz do Comando Central dos Estados Unidos disse não saber a razão para a administração anterior não ter avançado com a operação, garantindo que o executivo de Obama exerceu o chamado "veto de bolso" sobre a questão (uma manobra legislativa que permite ao presidente exercer o poder de veto sobre um projeto de lei, não tomando nenhuma ação real).

A operação terá sido revista várias vezes e deixada deliberadamente para julgamento da nova administração.