O corpo de Andrew Garfield, astro de 'O espetacular Homem-Aranha 2', ganha novos superpoderes em luta contra o preconceito no clipe de 'We exist', da banda canadense Arcade Fire. Lançado nesta sexta-feira, 16, o vídeo traz Andrew como uma personagem transgênero — nascida como homem, mas que identifica-se como mulher.
Nos seis minutos de sequência, a jovem é agredida e enfrenta a opressão em um ambiente preconceituoso, revidando as provocações com uma viagem psicodélica pela música do grupo. "Nosso vídeo acompanha a história da luta de uma pessoa jovem em sua identidade de gênero", anunciaram os músicos ao publicar a obra no Youtube.
No princípio de 'We exist' ("Nós existimos", em tradução livre), Garfield raspa os cabelos e veste-se com roupas femininas. Acompanhando o crescimento dos vocais de Win Butler — "Eles entram nos lugares e olham através de nós/ agindo como se nós não existíssemos/ Mas nós existimos" — a personagem sai à rua ao nascer do sol e dirige-se a um bar, onde se depara com homens que tentam amedrontá-la em uma mistura de dança e golpes físicos.
A banda surge nas imagens, executando a canção, durante a jornada mentalizada pela protagonista, que se vê apoiada por outros dançarinos enquanto recupera o controle da situação.
A faixa extraída de 'Reflektor' já havia sido apontada como um gesto de apoio à luta por igualdade de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgêneros (LGBTT). "É sobre uma criança gay que fala com o próprio pai", comentou Butler à época do lançamento do álbum, no último mês de outubro. Já em abril, antes de apresentar a canção no festival Coachella, o cantor enfatizou que "o direito de casar-se com quem você quiser é uma questão de direitos humanos".

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